Síndrome do eu-é-que-sei


Chegamos a um ponto que não podemos dar uma bufa sem que logo alguém te diga em que vida passada comeste alguma coisa estragada. Não te podes queixar de nenhuma parte do teu corpo sem que tenhas que agendar 22 sessões de terapia, nem mais nem menos, para aproveitar as influências numerologicas. E sobretudo jamais nos podemos queixar de quem nos mal tratou, porque a responsabilidade é sempre nossa, e quem não está bem temos pena. Se te queixas terás logo quem ofereça um ramalhete de luz vinda sabe-se lá de onde. Haverá uma possibilidade de equilíbrio? Poderemos deixar esse tipo de comentários para o caso de serem solicitados? Poderemos ser apenas pessoas, com tudo o que isso implica? Que pressa e que pressão são estas que nos empurran rumo a uma perfeição que não existe?

Vou ali cortar os pulsos e já venho.

Mizé Jacinto, Agosto de 2019

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